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SAÚDE AUDITIVA

Novembro Laranja destaca sinais de perda auditiva e importância do diagnóstico precoce

Campanha alerta para sintomas como zumbido e dificuldade para ouvir e reforça a importância da avaliação especializada para preservar a audição

Publicado em 03/11/2026 às 11:15

(Foto: João Paulo Basso voltou a ouvir com o auxílio de implantes cocleares)

Alterações na audição podem começar de maneira discreta e passar despercebidas por muito tempo. A dificuldade para entender o que as pessoas dizem, os ruídos constantes nos ouvidos e o hábito de aumentar o volume dos aparelhos eletrônicos são alguns dos sinais que merecem atenção. A conscientização sobre esses sintomas é o principal objetivo da campanha Novembro Laranja, realizada neste mês.

A iniciativa chama a atenção para os cuidados com a saúde auditiva, especialmente em relação ao zumbido e à perda de audição. A orientação é que pessoas que apresentem mudanças na percepção dos sons procurem um especialista para investigar o problema e conhecer as possibilidades de tratamento.

O otorrinolaringologista Adriano Reis, da Otorrino Rio Preto, em São José do Rio Preto, explica que a identificação dos primeiros sintomas contribui para um diagnóstico adequado. Segundo ele, nem sempre a perda auditiva é percebida imediatamente. Em muitos casos, o paciente começa a ter dificuldade para acompanhar diálogos ou acredita que as pessoas ao redor estão falando baixo.

Quando esses sinais aparecem associados ao zumbido, a investigação médica se torna ainda mais importante.

Zumbido pode indicar alterações na audição
A percepção de apitos, chiados ou outros sons sem a presença de uma fonte externa é conhecida como zumbido. O sintoma pode estar relacionado a diferentes condições, entre elas problemas auditivos, e precisa ser avaliado para que sua origem seja identificada.

O primeiro passo é consultar um otorrinolaringologista, que poderá analisar o histórico do paciente e solicitar exames, conforme a necessidade. Um dos procedimentos utilizados é a audiometria, responsável por avaliar a capacidade auditiva em diferentes frequências e intensidades.

De acordo com Adriano Reis, o tratamento é definido de acordo com a causa e a intensidade da alteração. As opções podem incluir acompanhamento médico, reabilitação auditiva, aparelhos convencionais e, em casos específicos, implante coclear.

História de aposentado mostra os resultados do tratamento
Aos 76 anos, o aposentado João Paulo Basso, morador de Colina, conhece de perto os desafios de conviver com problemas auditivos. Desde que nasceu, ele enfrentou complicações nos ouvidos e passou por três cirurgias ainda na infância, envolvendo também o nariz e a garganta.

Com o passar dos anos, os episódios de secreção nos ouvidos se tornaram frequentes e sua capacidade de ouvir foi diminuindo. Já na vida adulta, procurou diferentes profissionais, realizou tratamentos e chegou a utilizar aparelhos auditivos convencionais. No entanto, as complicações persistiram e a secreção chegou a danificar um dos dispositivos.

Há aproximadamente três anos, o quadro evoluiu para a perda total da audição. Basso lembra que a mudança aconteceu de maneira marcante: “Um dia dormi e acordei sem ouvir nada.”

Naquele momento, ele conheceu o otorrinolaringologista Adriano Reis, passou por exames e recebeu tratamento especializado. Posteriormente, foi submetido à implantação de dispositivos cocleares nos dois ouvidos.

Com o recurso, conseguiu voltar a ouvir. Atualmente, relata que compreende melhor as conversas quando os dois implantes estão funcionando, embora ainda encontre dificuldades em locais com muitas pessoas falando ao mesmo tempo.

A experiência também mudou sua percepção sobre a importância de buscar atendimento. “Tem que procurar um especialista. Eu busquei orientação e voltei a ouvir, tenho qualidade de vida. Hoje, faço acompanhamento com o Dr. Adriano Reis. Imagino que muitas pessoas têm problemas auditivos e acham que não tem solução. Por isso, a importância de buscar orientação especializada”, conta.

Tecnologia pode beneficiar pacientes com perda auditiva severa
O implante coclear é uma tecnologia desenvolvida para auxiliar pessoas com perda auditiva severa ou profunda que não conseguem obter benefícios suficientes com aparelhos auditivos convencionais.

O dispositivo funciona por meio de estímulos elétricos enviados diretamente ao nervo auditivo, contornando estruturas comprometidas do ouvido interno.

O equipamento possui duas partes: uma externa, que capta e processa os sons, e outra implantada cirurgicamente, que transmite os sinais por meio de eletrodos.

A tecnologia pode ser indicada para crianças, adultos e idosos, desde que atendam aos critérios necessários. A indicação depende de exames específicos e avaliação individualizada por profissionais especializados.

Atenção aos primeiros sintomas
A dificuldade para acompanhar conversas, a necessidade de elevar constantemente o volume da televisão ou do telefone e a sensação de ouvido tampado estão entre os sinais que podem indicar problemas auditivos.

Como essas alterações nem sempre aparecem de forma repentina, é comum que o paciente demore a reconhecer a perda de audição. Por isso, observar mudanças na percepção dos sons e procurar atendimento são atitudes importantes.

Para Adriano Reis, a campanha Novembro Laranja tem papel fundamental na divulgação dessas informações. O especialista ressalta que alterações auditivas não devem ser negligenciadas nem tratadas sem orientação profissional.

A avaliação médica permite identificar as possíveis causas, estabelecer o diagnóstico e apresentar as alternativas disponíveis para cada paciente, contribuindo para a preservação da audição e da qualidade de vida.

Fonte: Portal da Cidade Mirassol

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