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TRÂNSITO

Operação Lei Seca fiscaliza 3 mil motoristas em Rio Preto e acende alerta na região

Ação do Detran-SP com apoio da PM registra recusas ao bafômetro e crimes de trânsito; Mirassol e cidades vizinhas devem receber novas blitzes

Publicado em 02/09/2026 às 11:28

(Foto: Banco de imagens)

Uma operação do Detran-SP em parceria com a Polícia Militar fiscalizou 3.010 motoristas em São José do Rio Preto, entre os dias 24 e 30 de agosto, em ações de combate à mistura de álcool e direção. As blitzes, que costumam impactar o fluxo de veículos de cidades vizinhas como Mirassol, Bady Bassitt e Neves Paulista, resultaram em 23 recusas ao teste do bafômetro, duas autuações por direção sob influência de álcool e duas por crime de trânsito – quando o condutor é flagrado dirigindo embriagado.

Segundo o Detran-SP, o objetivo das operações é reduzir e prevenir sinistros de trânsito provocados pelo consumo de bebida alcoólica combinado com direção, uma preocupação constante em corredores movimentados que ligam Mirassol a Rio Preto, como a rodovia Washington Luís (SP-310).

Multa de quase R$ 3 mil para quem bebe e dirige

Pelas regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), tanto dirigir sob efeito de álcool – quando o teste do etilômetro aponta até 0,33 mg de álcool por litro de ar expelido – quanto recusar-se a soprar o bafômetro são infrações gravíssimas (artigos 165 e 165-A).

Em ambos os casos, a multa é de R$ 2.934,70, além da abertura de processo de suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Se houver reincidência em até 12 meses, o valor dobra e chega a R$ 5.869,40.

No caso de quem é autuado por dirigir sob efeito de álcool e volta a ser flagrado em até um ano, além da multa em dobro, o motorista passa a responder a processo administrativo que pode resultar na cassação do direito de dirigir, após o esgotamento de todos os recursos. Nessa situação, ele só poderá voltar a conduzir depois de 24 meses e terá de refazer todo o processo de habilitação.

Quando a infração vira crime de trânsito

Situações em que o bafômetro registra a partir de 0,34 mg de álcool por litro de ar expelido são enquadradas como crime de trânsito. Nesses casos, além da multa de R$ 2.934,70 e do processo de suspensão da CNH, o motorista é levado ao distrito policial e responde criminalmente.

Se condenado pela Justiça, pode pegar de seis meses a três anos de prisão, conforme a chamada Lei Seca, que instituiu a “tolerância zero” para álcool ao volante.

Para quem circula diariamente entre Mirassol e São José do Rio Preto para trabalhar, estudar ou usar serviços de saúde, o endurecimento da fiscalização significa mais risco para quem insiste em beber e dirigir – e mais segurança para os demais usuários das rodovias e avenidas da região.

Balanço estadual: quase 21 mil veículos fiscalizados

As operações contra alcoolemia da última semana foram realizadas em 28 municípios paulistas, incluindo São José do Rio Preto. Ao todo, 20.986 veículos foram fiscalizados em cidades como Campinas, Bauru, Sorocaba, São Paulo, Araçatuba e Presidente Prudente.

O balanço estadual registra 347 infrações relacionadas à alcoolemia, sendo:

333 recusas ao teste do etilômetro;

10 autuações por direção sob influência de álcool;

4 autuações por crime de trânsito (embriaguez ao volante).

Com os resultados, a expectativa é de que o Detran-SP mantenha e amplie as blitzes em pontos estratégicos do interior, o que inclui o entorno de São José do Rio Preto. Em Mirassol e nas cidades vizinhas, a recomendação dos órgãos de trânsito é clara: se beber, não dirija – a combinação pode custar caro no bolso, na habilitação e, principalmente, em vidas.

Fonte: Portal da Cidade Mirassol

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