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JUSTIÇA

Juiz de Jales proíbe uso de marca de banco em anúncio de advogado no Instagram

Sentença manda apagar postagem, veta uso da marca e condena profissional a pagar R$ 10 mil; decisão pode impactar estratégias nas redes sociais

Publicado em 26/09/2026 às 12:37
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Fórum de Jales, onde a 1ª Vara Cível proferiu a sentença que mandou apagar a postagem no Instagram e condenou o advogado a indenizar o banco em R$ 10 mil por danos morais (Foto: Google Imagens)

Uma decisão da 1ª Vara Cível de Jales acendeu um alerta para advogados que utilizam redes sociais e fazem referência direta a bancos na divulgação de serviços. Sentença recente mandou apagar uma publicação no Instagram, proibiu o uso da marca de uma instituição financeira em anúncios e condenou o responsável ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais. Jales fica localizada a cerca de 130 quilômetros de Mirassol.

O caso envolve uma peça publicitária que utilizava a marca e a identidade visual do banco em uma montagem com personagens populares da televisão. A postagem trazia a expressão “VENDA CASADA” em destaque e um link direcionando interessados em ingressar com ações judiciais contra a instituição.

Na análise do juiz, a utilização da marca, especialmente vinculada à acusação de prática abusiva, tem potencial para causar dano à reputação da empresa e gerar confusão perante os consumidores. Para a Justiça, o uso não autorizado da marca em campanha de captação de clientes extrapola os limites da divulgação profissional permitida.

Além da exclusão imediata do conteúdo, o advogado foi condenado ao pagamento de R$ 10 mil a título de danos morais, mais custas processuais e honorários advocatícios. A decisão ainda cabe recurso.

O julgamento reforça um tema cada vez mais presente nos tribunais: até onde os profissionais podem ir ao utilizar nomes e marcas de empresas em suas estratégias de divulgação na internet. O entendimento adotado em Jales sinaliza que associações diretas entre marcas e oferta de serviços jurídicos, sem autorização, podem resultar em responsabilização civil e financeira.

O escritório Hoepers, Campos & Noroefé atuou na causa representando o banco.

Fonte: Da Redação

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