SAÚDE
Funfarme amplia rastreamento do câncer de pulmão e reforça diagnóstico precoce na região
Capacitação do “Agosto Branco” orienta atenção primária e fortalece telerastreamento no Hospital de Base
Publicado em
05/08/2026 às 14:51
Atualizado em
Palestra com Dr. Isaac Rodrigues durante evento em alusão à campanha Agosto Branco / Crédito: Divulgação/Funfarme
A Funfarme, mantenedora do Hospital de Base de São José do Rio Preto – referência para Mirassol e cidades vizinhas –, está ampliando o rastreamento do câncer de pulmão e o diagnóstico precoce da doença na região.
Em parceria com a Famerp, a instituição realizou nesta quarta-feira (5), a capacitação “Agosto Branco: Conscientização e Rastreamento do Câncer de Pulmão”, voltada a profissionais da atenção primária, enfermagem, assistência social e demais equipes que atuam na identificação e encaminhamento de pacientes. A qualificação impacta diretamente o atendimento de moradores de Mirassol, Bady Bassitt, Mirassolândia, Jaci, Monte Aprazível, Neves Paulista e Bálsamo, que têm o Hospital de Base como referência em oncologia.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pulmão é a quarta neoplasia mais frequente no Brasil (excetuando pele não melanoma) e a principal causa de morte por câncer, devido ao diagnóstico tardio. A estimativa é de 35.380 novos casos anuais entre 2026 e 2028.
Para enfrentar esse cenário, a Funfarme vem fortalecendo o Serviço de Telerastreamento do Ambulatório de Especialidades do Hospital de Base, que acompanha pacientes com maior risco para desenvolver a doença e avalia a necessidade de exames específicos, capazes de detectar nódulos em fases iniciais. Em 2025, o serviço realizou 119 atendimentos; em 2026, até junho, já foram 50.
“O diagnóstico precoce é um dos maiores desafios no enfrentamento do câncer de pulmão. Ao capacitar a atenção primária e fortalecer o telerastreamento, ampliamos o acesso ao rastreamento e aumentamos as chances de identificar a doença em estágios iniciais”, afirma o diretor executivo da Funfarme, Dr. Horácio Ramalho.
O cirurgião torácico da Funfarme, Dr. Isaac Rodrigues, reforça que a articulação com a rede básica é essencial para que os casos cheguem na hora certa ao serviço especializado: “Precisamos envolver médicos, enfermeiros, assistentes sociais e todos os profissionais que têm contato direto com a população. Muitas vezes, são eles que identificam o perfil para rastreamento ou a necessidade de apoio para parar de fumar”.
Entre os sintomas que exigem atenção estão perda de peso sem causa aparente, tosse persistente (com ou sem sangue), falta de ar e pneumonias de repetição ou que não melhoram com tratamento. Quando esses sinais já estão presentes, o paciente deixa de ser caso de rastreamento e passa a exigir investigação diagnóstica.
O tabagismo continua sendo o principal fator de risco: fumantes têm até 30 vezes mais chance de desenvolver câncer de pulmão do que não fumantes. Por isso, os protocolos atuais de rastreamento são voltados principalmente a fumantes e ex-fumantes que se enquadram em critérios definidos pelas diretrizes médicas. Na prática, isso reforça o papel das unidades básicas de Mirassol e região na identificação desses pacientes e no encaminhamento estruturado ao Hospital de Base.
Fonte: Portal da Cidade Mirassol
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